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O The Card Genie não começou como empresa. Começou como uma pilha de cartões de aniversário desenhados à mão a passar de mão em mão numa mesa de cozinha de família, e um hábito de que não conseguíamos largar.
Somos um estúdio de família. Dois humanos, dois bulldogues franceses e muito café. A Dawn e o Antony tratam de tudo a partir do quarto de hóspedes, da mesa da cozinha, ou de onde houver espaço para um portátil e dois cães a ressonar.
Tudo o que vês aqui é feito por nós. Sem capital de risco. Sem equipa de conteúdos subcontratada. Só uma família que desenha cartões parvos uns para os outros há mais tempo do que gostaríamos de admitir, e que um dia decidiu que o resto do mundo também merecia uma forma de o fazer.

Foto da Dawn, do Antony e dos cães
Desde que alguém na família se lembra, um cartão comprado na loja não chegava. Se te importavas, desenhavas lá dentro. Enfiado em todos os cartões de aniversário, de Natal e de bodas lá em casa havia um rabisco. Um desenho de algo engraçado, embaraçoso ou inesquecível que tinha acontecido a quem ia receber naquele ano.
A regra era simples: quem fazia anos ganhava o desenho, e o desenho tinha de resumir o ano. Quando o irmão da Dawn comprou a primeira mota, saiu um rabisco dele com a cadela Luna à boleia no sidecar. No ano em que a Dawn confessou um medo antigo de pudim, acabou desenhada à frente de uma torre trémula da coisa (o cartão andou por lá semanas). Quando a mãe da Dawn ganhou uns trocos no casino e se portou como milionária o resto da noite, isso rendeu um cartão só para o efeito. E no verão em que a obsessão do Antony por pizza chegou ao auge, com uma boia gigante em forma de fatia de pizza de prenda de anos que de maneira nenhuma cabia na mala, a Dawn imortalizou a luta na frente do cartão.
O ano ficava preso num único desenho, dobrado num cartão e entregue. Era essa a tradição.
Capítulo 01
Começou tudo com bonecos de palito. Dois pontinhos de olho, uma boca torta, um único objeto para entregar a piada. Uma cana de pesca. Uma guitarra. Um par de esquis. Ninguém na família era artista a sério. Era esse o objetivo. Os cartões eram engraçados porqueeram terríveis, e dava sempre para perceber quanto esforço alguém tinha metido pelo tempo gasto nas mãos.
Abre uma gaveta lá em casa e ainda encontras uma caixa de sapatos cheia deles. Aniversários, Natais, bodas, Dias da Mãe, Dias do Pai, todas as ocasiões eram desculpa para desenhar. Natais de antes de os cães nascerem. Um boneco de palito do pai da Dawn preso num elevador. O Antony a cair de uma prancha de paddle num lago gelado. O cartão sobreviveu à prenda todas as vezes.

Exemplo: cartão antigo de boneco de palito

Exemplo: cartão de banda desenhada feito à mão
Capítulo 02
A certa altura os bonecos de palito ganharam ombros. Depois caras. Depois cenários. Um desenho de um só quadro tornou-se uma tira de dois quadros, e a tira de dois quadros tornou-se um estilo postal de quatro quadros que recontava o ano inteiro. O cartão deixou de ser cartão e passou a ser recordação.
Foi por essa altura que toda a gente ficou um pouco competitiva. Quem conseguia enfiar mais piadas privadas numa página A5? Quem arrancava uma gargalhada a sério antes de a prenda ser aberta? O esforço só crescia. E o tempo de espera também. Alguns cartões levavam um fim de semana inteiro.
Capítulo 03
Depois os modelos ficaram bons. A primeira vez que usámos IA num cartão de aniversário da família foi para o pai da Dawn, o Jeff. Tinha acabado de comprar uma Harley nesse ano e não parava de falar dela, por isso fizemos um postal da coisa que ele mais amava: o Jeff a guiar a Harley nova pelos sítios famosos da cidade dele em Alicante, como um road movie de motard a sério.
Mas a parte que o Jeff mais adorou não foi a imagem de IA. Foi a letra da Dawn mesmo no topo do cartão. Aquela caligrafia arredondada e familiar, tal como ela escrevia as mensagens de anos dele desde miúda. Foi aí que percebemos a regra. A parte digital podia mudar, mas a parte pessoal tinha de ficar numa mão humana.
A sala ficou em silêncio quando ele abriu. Era a coisa que andávamos a tentar desenhar há 15 anos, e agora o desenho ficava pronto em 30 segundos. A tradição ficou. As piadas privadas, os momentos embaraçosos, a ideia do ano numa só imagem. A única coisa que mudou foi a mão que segurava o lápis.

Postal da Harley do Jeff nos anos dele
Exemplo: cartão em vídeo animado
Capítulo 04
As imagens foram o salto. O movimento foi o momento em que se tornou outra coisa completamente. A primeira vez que transformámos um retrato parado de um dos nossos cães num clipe cinematográfico curto, ele a desfilar por uma discoteca como se fosse dono do sítio, foi aí que nos olhámos e dissemos: "outras pessoas precisam disto."
Um cartão desenhado à mão faz-te sorrir. Um cartão que se mexe, fala e é animado faz-te mandar mensagem a três pessoas na hora. Queríamos que toda a gente tivesse a mesma reação que tivemos naquela noite à mesa da cozinha.
O The Card Genie é a tradição de família, aberta a todos. Envias uma foto de alguém que amas, descreves o momento que queres eternizar, e o mesmo processo que antes levava um fim de semana inteiro acontece agora em menos de dois minutos. Cartões em imagem, animações curtas, cinematográficos mais longos, a tua voz a ler a tua mensagem pessoal, uma banda sonora por trás. Tudo isso, a partir de uma foto e de uma frase.
Continuamos a testar cada ocasião nova por nossa conta. Se um cartão de aniversário não estiver suficientemente engraçado, ou um cartão de pêsames não parecer suficientemente respeitoso, não sai. Os cães são diretores de arte muito rigorosos.
Dar um olá à família? hello@thecardgenie.com